segunda-feira, 22 de abril de 2019

James Bond Ainda Tem Fôlego?

Desde sua primeira aparição nas telas em 1962 em “O satânico Dr. No” até o último “007 Contra Spectre” (2015), muita água rolou por baixo dessa ponte, entre tiros certeiros, mulheres estonteantes e ação, muita ação.

[Fonte:The James Bond 007 Dossier]


O escritor Ian Fleming, autor que criou o personagem, não poderia imaginar que sua trama poderia se transformar numa franquia de sucesso como a série do agente secreto sempre a serviço de Sua Majestade. O “Hortas, Culturas e Quintais” pega sua pipoca e refrigerante e entra pelo mundo maravilhoso do cinema mais uma vez!

O que muita gente talvez desconheça é que o primeiro livro de Fleming com o personagem foi lançado em 1950, quando foi publicado o livro de bolso “Casino Royale”. Portanto, levou um bom tempo para que os textos de Ian fossem explorados pela indústria cinematográfica.

Durante essas décadas, o personagem parece desconhecer os efeitos da passagem do tempo, pois tem demonstrado fôlego impressionante ao sobreviver no competitivo mercado cinematográfico.

[Fonte:Adoro Cinema]


Seu primeiro James Bond foi Sean Connery, na época um garotão, que esbanjava vigor físico ao se arriscar diante de vilões inescrupulosos, como Goldfinger (007 Contra Goldfinger, 1967), ou situações perigosas, como o embate contra a organização SPECTRE, que simplesmente queria mandar Miami pelos ares em “007 Contra a Chantagem Atômica”.

[Fonte: Freepik]


Connery deu lugar ao ex-modelo George Lazenby, que participou apenas de um filme (“007 A Serviço de Sua Majestade”) de 1969, sendo substituído por Roger Moore. Este se notabilizou por apresentar um personagem galanteador, irônico, sempre cercado por mulheres estonteantes (as Bond Girls), fossem elas mocinhas ou vilãs. Alguns filmes de grande impacto nesse período de Moore foram “Com 007 Só se Vive Duas Vezes” e “007 – Viva e Deixe Morrer”.

Pierce Brosnan e Timothy Dalton também encarnaram o agente do MI-6 britânico, sem grandes impactos.
A grande virada mesmo na franquia foi a estreia de Daniel Craig em “Casino Royale”, 2006. Essa visão é reforçada pela mudança de atitude de Bond. Agora, um valentão que tanto bate quanto apanha, sangra muito, e é extremamente audacioso (chegou a roubar a senha de sua chefe M para acessar informações confidenciais do serviço secreto). A partir daí, a intenção era idealizar o menos possível o personagem, transportando-o o quanto possível para o mundo real (se é que isso é possível em se tratando de 007). 

O fato é que Craig deu um novo ímpeto à franquia de Albert Brocolli, participando de tramas que têm uma correlação delicada umas com as outras. É possível reparar que a partir de Casino Royale, os personagens são sempre relembrados no filme seguinte, mostrando que a intenção é mesmo criar na mente do cinéfilo uma linha tênue entre as tramas. Veja aqui algumas das célebres aberturas dos filmes.

No último, por exemplo, Bond se vê às voltas mais uma vez com a organização criminosa SPECTRE, e encara definitivamente o bandidão Blofeld, que já o havia perturbado inúmeras vezes no passado. No filme temos, a exemplo dos dois anteriores, menções ao nome de Vesper Lynd, a mulher que foi capaz de cativar o coração do agente britânico em Casino Royale.


[Fonte:Observatório do Cinema]


Após algumas especulações de que Craig não quisesse mais vestir o smoking de 007, recentemente tivemos uma declaração do ator dando conta de que interpretará o personagem até onde puder e for convidado. A julgar pelo estrondoso sucesso dos últimos filmes, fôlego é o que não falta ao agente, e teremos de novo nos próximos filmes Daniel Craig como Bond, James Bond.

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O Fascínio do Café

Somente quem é amante de um bom café conhece o fascínio que exerce a fumaça saindo de uma xícara contendo o precioso líquido. Parece tolice, mas para nós, a simples visualização deste vapor nos conduz, quem sabe, à possibilidade de um dia produtivo à frente, novas ideias, puro prazer, ou de apenas poder degustar uma bebida que, para muitos estudiosos, requer a perícia de um artesão no seu preparo.

[Fonte: Freepik]


Pouco importa que a iguaria tenha sido utilizada pela primeira vez pelos etíopes há centenas de anos, ou que sua primeira utilização tenha ocorrido porque sua ingestão deixava os animais mais “espertos” e ágeis. O que realmente faz sentido é que, devido ao sabor marcante e inebriante da bebida, o número de cafés (lojas especializadas em servir o líquido escuro nas mais variadas formas) tenha aumentado significativamente nas últimas décadas. Veja este gráfico de consumo do café em todo mundo.


Com o passar dos anos, fomos levados a acreditar firmemente que os doutores maometanos bem que estavam certos ao entenderem que a bebida fazia bem à digestão, alegrava o espírito, e afastava o sono – naqueles que, por alguma circunstância, precisavam ficar atentos para exercerem alguma atividade.

[Fonte: Freepik]


Tá, a bebida é uma delícia! Mas e as vantagens em tomá-la? Existem?

Não é que o danado possui uma série de vantagens? Muitas pesquisas têm sido feitas com o líquido preto, e elas dão conta de que, se consumida moderadamente, a bebida pode trazer ganhos para a saúde. Eis algumas vantagens:

. Ajuda a melhorar o estado de espírito, ou seja, dá um ânimo para que possamos realizar com mais atenção e vigor nossas atividades. Combate a depressão, reduz as chances de demência, aumenta a concentração.

[Fonte: Freepik]


. Acelera o metabolismo e auxilia na perda de peso, sendo também um diurético natural.

. Atrasa o envelhecimento, tem poder anti-inflamatório, e auxilia a saúde do coração e previne a diabetes.

. Mantém os níveis de colesterol baixos por conta de suas fibras e diminui os riscos de se desenvolver pedras nos rins, cirrose e Parkinson.

. Um estudo da Harvard Medical School dá conta de que o café diminui o risco de se desenvolver diabetes tipo 2. A renomada instituição, aliás, vira e mexe, está pesquisando esta bebida maravilhosa.

Essas são apenas algumas vantagens comprovadas por estudos. Como se não bastasse, existe uma corrente atual que utiliza a bebida adicionada com uma pequena porção de óleo de coco como meio de se manter a forma.

Por tudo isso, é bom vermos o café com outros olhos daqui por diante!




Afinal, é impossível pensar em Paris sem seus famosos cafés. Ou em começar o dia sem se deixar encantar pelo aroma convidativo de um bom cafezinho! 

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Óleo de Coco - Medalha de Ouro no Quesito Saúde!

De repente, o comércio começou a oferecer, em pequeníssimos potes, o produto que muitos especialistas do Brasil e exterior garantem ser uma preciosidade para a nossa saúde. O óleo de coco, ainda muito caro para a maioria da população, pode e deve ser feito em casa, com todas as garantias de qualidade. Ao final, vou relatar o que se sabe a respeito dos seus benefícios.
Imagem: Óleos para Tudo


O “Hortas, Culturas e Quintais”, então, entra na cozinha hoje para mostrar, passo a passo, como produzir o precioso produto. Garanto que vale a pena!

Ingredientes: 3 cocos (verdes ou maduros), 2 litros de água filtrada [varie essas quantidades de acordo com suas necessidades].

Equipamentos: 2 potes grandes de vidro, escorredor de macarrão de furos finos, peneira.

Modo de fazer:
Após descascar os cocos, a polpa se soltará mais facilmente se você colocar o coco inteiro sobre o queimador do fogão por uns 2 minutos cada lado. Depois disso, retire a polpa e separe em uma vasilha (não precisa descascar a polpa).

Cocos levemente queimados no fogo para soltar a polpa
Polpa cortada para ser processada.


Corte a polpa em pedaços pequenos para facilitar a trituração (Dica: use um processador para fazer um trabalho prévio de trituração). Em um liquidificador, bata a polpa com parte da água. A cada batida, despeje o conteúdo em uma vasilha grande. Quando terminar de bater tudo, você terá uma grande quantidade de líquido leitoso, mas ainda com a polpa processada misturada.

Passe esse líquido aos poucos em um escorredor de macarrão (ou arroz) que tenha os furos bem finos para evitar que passe uma grande quantidade de polpa. Vá separando a polpa coada em uma vasilha.


Polpa processada passada no escorredor de macarrão
Se quiser, ao final do processo, você pode retornar a polpa para o liquidificador com parte do leite coado, garantindo que você irá extrair o máximo do coco (o óleo se encontra misturado justamente nesse líquido leitoso).

Após passar tudo de novo no escorredor e separar a polpa, lave bem as mãos e peque a polpa em grandes punhados, conforme mostra a foto abaixo, e esprema, dentro do escorredor, o máximo que puder, a fim de extrair todo líquido da polpa.

Final da polpa sendo espremida


Feito isso, você terá uma grande quantidade de polpa sem líquido, bem seca, que poderá ser guardada para fazer cocadas ou outros pratos que levem polpa de coco.


Polpa final
Deliciosas cocadas feitas com a polpa final

O líquido obtido ainda precisa passar por uma peneira de cozinha, a fim de retirar o restante de polpa que ainda reste no leite. Feito isso, você já tem o líquido final que dará origem ao óleo de coco. Aqui, uma informação muitíssimo importante: o líquido final, que dará origem ao nosso óleo, conterá pouquíssimos vestígios do bagaço do coco. Se você optar por usar o óleo dessa forma, deve ficar atento para conservá-lo refrigerado, pois os resíduos do coco podem mofar todo o óleo. Para evitar isso, passe todo o leite final em um pano de tecido que não solta fiapos. Só então, passe para a etapa abaixo.

Potes com o líquido final após peneiragem

O líquido então deve ser colocado nos potes de vidro fechados cuidadosamente. Dica: os vidros devem ter a boca larga para que você possa retirar com facilidade o óleo no final do processo.


Os vidros cheios com o leito de coco deverão ser guardados em local escuro e de pouco acesso. Um armário pouco aberto, por exemplo, pode servir para guardar os vidros, que deverão permanecer ali, sem serem mexidos, por 24 horas.

Vidros em armário escuro

Ao final desse período, já será possível ver certa separação do líquido. Os vidros deverão então ser colocados na geladeira e deixados intactos por, pelo menos, 8 horas. Nesse tempo, ocorrerá a solidificação do óleo na superfície do líquido.

Vidro após ir à geladeira

Com uma faca longa, faça um recorte no óleo endurecido na superfície e retire uma pequena fatia, a fim de poder drenar todo o líquido que se formou na base. Esse óleo solidificado na superfície tem coloração esbranquiçada que lembra muito a gordura vegetal.

Placas de óleo de coco retiradas do vidro

Com todo o líquido drenado, você já pode retirar o óleo em pedaços e colocar em vidros especialmente separados para conter o óleo de coco. Eu utilizo vidros de geleia ou de azeitonas, que servem bem para isso.

Óleo colocado no vidro definitivo

O óleo de coco, nesse estado, pode ser guardado fora da geladeira sem problemas (lembre-se do que eu comentei sobre os resíduos do coco e de como retirá-los, se você quiser). Agora é só aproveitar o precioso produto em sua cozinha, quer para temperar o arroz, feijão, ou na preparação de bolos e tortas.

Dica: Para quem gosta de café, uma pequena colher de chá na bebida quente garante um sabor inigualável!

Os vidros contendo o óleo ainda solidificados podem ser colocados no micro-ondas por cerca de 30 segundos a fim de tornar o produto liquefeito (com aquela aparência de óleo vegetal).

Esquerda: Óleo ainda no vidro com o soro. Direita: Óleo pronto e liquefeito no micro-ondas

Mais uma dica: Tome todos os dias pelo menos uma colher de chá do óleo!

E por que todo este estardalhaço com o óleo de coco?

Segundo pesquisas sérias, o óleo de coco age em inúmeras frentes, mas um dos maiores benefícios está no sistema cardiovascular. Ele consegue reduzir os níveis de colesterol com enormes vantagens para o organismo, pois mesmo se aquecido, não perde suas propriedades benéficas (outros óleos aquecidos tornam-se inadequados para a saúde).

Favorece o sistema imunológico e ajuda no emagrecimento. Possui ácido láurico, capaz de combater infecções e bactérias nocivas à saúde. Lembramos que muitos desses benefícios só são possíveis com atividades físicas e alimentação saudável.

Saiba mais a respeito das características do óleo de coco clicando aqui.


Uma última lembrança do “Hortas, Culturas e Quintais”: O que ensinamos aqui é como fazer o óleo de coco sem conservantes e num processo artesanal, que garante como resultado o óleo de coco extravirgem. Nos supermercados temos também a variedade processada, que não tem os mesmos benefícios que o que ensinamos aqui. Portanto, aproveite a dica e viva com saúde! E não esqueçam de comentar se gostaram da matéria!

Realidade Aumentada - Possibilidades Incalculáveis!

Você já deve ter ouvido falar nesse termo, e se não conhece a fundo do que se trata, possivelmente já foi exposto de alguma forma ao contexto da realidade aumentada (RA). Ela veio para ficar e transformar!

Mundo real? [Fonte: Free Images]


Mas não pense que a ideia é nova; a realidade aumentada, claro, de uma forma mais rústica, existe desde 1960, e somente em 1990 o termo foi usado, por conta das experiências de Tom Caudell, um pesquisador da Boeing. 

Recentemente, quando tivemos o lançamento do jogo da Nintendo Pokémon Go para smartphones, o conceito de realidade aumentada ganhou as manchetes com força em todo mundo. O termo diz respeito a como o mundo virtual se “mescla” ao mundo real.

No jogo em questão, os monstrinhos da franquia são inseridos nas paisagens que nos cercam. Com a ajuda de um software e lançando mão dos recursos dos celulares de última geração, os personagens “vivem” no ambiente real, que pode ser uma praça, rua, praia, floresta – qualquer lugar.

Eu, você...e a realidade! [Fonte: Free Images]


Essa capacidade de inserir o virtual no real assombrou os gamers, fãs ou não da franquia, mas essa ferramenta não se restringe em absoluto ao universo da diversão.

Imagine poder escolher produtos de uma loja visualizando o objeto desejado inserido no seu próprio ambiente real? Ou escolher uma cortina e poder visualizá-la em sua própria sala? Esse tipo de interação em 3D pode alavancar o mercado do varejo, e já vem sendo utilizado em inúmeras peças publicitárias.

A realidade aumentada vem sendo utilizada principalmente em anúncios de automóveis, produtos de lojas de departamento e até alimentos. E as possibilidades são imensas; por exemplo, na indústria, com o monitoramento e interação com ambientes extremamente perigosos. Ou na área médica, através da visualização de laudos e imagens do interior do paciente.

Realidade Aumentada e a simulação [Fonte: realidadeaumentada.com]


Ou seja, uma forte utilização da RA está no campo da simulação, conferindo praticidade, confiabilidade e interação máxima de um objeto virtual com um plano real. No ramo do entretenimento, já se pensa, por exemplo, no uso de óculos de realidade aumentada em jogos de videogame. Um poderoso fabricante de consoles já planeja inserir o dispositivo em 2018.



Em suma, prepare-se para, cada vez mais, ver o mundo que nos cerca com outros olhos!

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Horta Urbana Sem Mistérios

Vivemos um período em que o corre-corre diário acaba retirando de nossas vidas hábitos saudáveis que muitos de nossos parentes cultivavam no passado. A cidade grande não deixa muito espaço para esses devaneios. Contudo, é possível reviver esses momentos, trazer bem-estar e cuidar da saúde – tudo ali, no aconchego do seu lar.

É possível que você nunca tenha se dado conta de que aquele pequeno espaço que tem em casa, quem sabe numa varanda ou área de serviços, possa produzir tamanha satisfação.


Mix de hortaliças 


As hortas urbanas são uma tendência cada vez mais viável nos tempos atuais. Temos sido soterrados com informações sobre alimentos inadequados, cheios de venenos agrícolas, e não nos damos conta de que é possível ter prazer no cultivo de hortaliças, livres de venenos, cheias de exuberância, que até trazem um ar de saúde abundante à nossa casa. E isso mesmo vivendo em uma cidade grande.  

E o que é necessário para começar essa atividade? Quase nada!

Pense naquela gaveta de armário velha, ou caixa de madeira relegada em algum lugar de sua área de serviços. Tudo isso e qualquer coisa que possa servir como local de plantio serve bem a esse intento: caixas de leite vazias, garrafas pet cortadas pela metade. Enfim, uma infinidade de possibilidades.

Depois, precisa saber onde pode deixar esses recipientes de forma que as plantas possam pegar a quantidade de luz solar necessária para o crescimento. O local escolhido pode ser perto de uma janela, ou o canto de uma varanda.

As lojas de plantas costumam vender terra adubada por preços muito baixos. Compre a quantidade necessária para encher os vasos e reserve uma quantidade para a eventualidade de ter que recolocar mais terra nos vasos.

Vasos específicos para plantio 

Aqui um parêntese: é possível obter vasos específicos que podem ficar pendurados em grades de varandas, como os demonstrados na foto que ilustra essa matéria.

Onde comprar as mudas?

Muitos bairros costumam ter feiras de alimentos orgânicos. Geralmente os produtores comercializam pequenas mudas de hortaliças livres de agrotóxicos. Os preços costumam ser irrisórios. Compre algumas mudas para você ir se adaptando com o plantio e vá aumentando sua “plantação” à medida que se sentir mais confiante e tiver espaço para isso.

O que plantar?

Essa questão é importantíssima. Vou partir de minha experiência pessoal e indicar algumas boas opções para você plantar em casa.

Tomates cereja, alface, capuchinha 

Tomates: escolha aqueles pequenininhos, os chamados tomates cereja. Depois que as mudas crescem, costumam florescer e frutificar com extrema rapidez. É reconfortante a visão dos pequenos frutos se desenvolvendo.

Alface: existem diversas espécies disponíveis nessas feiras de orgânicos (lisas, crespas, roxas). Seu cultivo é extremamente fácil e os resultados são impressionantes. Rapidamente você estará colocando em sua mesa folhas saudáveis em abundância, pois produzem muito. Apenas um senão: após algum tempo, as folhas começam a diminuir de tamanho. É a indicação de que a planta está para florir. As folhas passam a ter um sabor amargo nesse período. Mas é uma boa ideia deixar a florescência terminar, pois assim você terá novas sementes para fazer o replantio.

Couve: prefira a couve-manteiga, de menor tamanho, cresce rapidamente, dando pequenas e deliciosas folhas.

Beterraba: são de fácil cultivo e de manejo simples, adoram o ambiente externo.

Salsa: sempre presente nas nossas cozinhas, tem um crescimento descomplicado e rápido, proporcionando uma grande produção por muda.

Cebolinha: adora abundância de sol; prefira a mais grossa, que é mais resistente à chuva e ao vento, além de produzir bastante.

Coentro: a exemplo da alface, produz muitas flores e sementes, que podem ser colhidas, ressecadas e usadas também como tempero.

Hortelã: outro amante do sol, essa planta aromática, muito utilizada na culinária e em sucos, cresce em abundância, mas é invasiva, ou seja, costuma invadir muito o território da planta vizinha. Assim, é aconselhável plantá-lo sozinho em um vaso.

Alecrim e manjericão: esses dois são extremamente aromáticos e têm características particulares. O primeiro, demora um pouco a se tornar produtivo, pois tem um crescimento lento. O segundo, precisa de certos cuidados com a rega, que deve ser constante.

As possibilidades são muito grandes; essas foram apenas algumas sugestões que considero de fácil manejo. Algumas variedades são de cultivo um pouco mais complicado: rúcula e pimentão.

Todas as hortaliças mencionadas requerem rega matinal e vespertina, sem encharcar a terra.


Você verá que, além de ter uma alimentação saudável, praticará uma atividade descomplicada, econômica e que traz um evidente bem-estar!

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Uma Nova Visão das Olimpíadas do Rio de Janeiro

O título pode parecer tosco, e até mesmo, incompreensível, sem lógica. Mas é isso mesmo, e já esclareço, em um texto diferente dos postados aqui nesse canal.

Os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro foram os primeiros a serem disputados na América do Sul; isso todos já devem saber. Sabem também que, a despeito de muita desconfiança, os resultados com relação a público, organização e grandiosidade ultrapassaram as expectativas, e muitos “viraram a casaca” durante o andar dos jogos.

[Imagem pública]


Sinceramente, eu era um desses céticos, e com certa relutância, aceitei um convite para integrar um time que iria trabalhar em uma das venues, que é como são chamados os locais destinados às competições.

Como tradutor técnico de textos escritos do Inglês para o Português, entendi que talvez esse fosse um bom desafio, notadamente em tempos tão difíceis como os que estamos vivendo. Foi com certa relutância (até mesmo por jamais ter trabalhado nesta função) que aceitei a incumbência de ser o atendente bilíngue em Deodoro, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Iria trabalhar junto a uma cozinha especialmente montada para atender ao pessoal de mídia da empresa estrangeira encarregada pela transmissão internacional dos Jogos Olímpicos.

Ou seja, estaria trabalhando onde técnicos, dos mais diversos campos, estariam presentes para, não só transmitirem com exatidão e qualidade os Jogos, como também para trabalharem nos bastidores, incumbidos de fazer funcionar a verdadeira parafernália de fios, câmeras, equipamentos, computadores.

Uma cozinha foi montada a fim de levar adiante a incumbência de produzir e servir alimentação de ótima qualidade a estrangeiros com os mais diversos gostos culinários. Um enorme desafio, haja vista que estes estrangeiros vinham de áreas como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc, locais com cultura culinária tão diferente da nossa quanto o azul é diferente do amarelo.

Eram doze pessoas, desde chefs de cozinha de prestígio, até auxiliares dos mais diversos, além de uma profissional de Nutrição, que tinha a incumbência nada fácil de supervisionar a feitura dos alimentos, conferir qualidades e administrar outros pormenores pertinentes a uma cozinha gourmet.
Tínhamos a árdua tarefa de não deixar a peteca cair e servir alimento de altíssimo nível; “padrão”, como dizia nossa nutricionista. Também fazendo parte desse time, a empresa responsável pela transmissão, a qual seria servida por nós, contratou um chef internacional para trabalhar em conjunto com o pessoal brasileiro. E era justamente aí que entrava a minha contribuição, tentando fazer com que a equipe brasileira conseguisse entender as ideias e orientações do chef britânico, e vice-versa.

Uma cozinha especial [Imagem do autor]

Aprendi inúmeros nomes de condimentos e pratos, e nesse jogo de aprendizado, aprendi também que a amizade não tem preço. Por conta da necessidade de cada um e da conjugação de fatores que reuniram em um só local pessoas tão diferentes, eu diria que, se tudo fosse feito com o propósito de criar vínculos sociais, o resultado não teria sido o mesmo. O fato é que havia um fluxo de sentimentos e companheirismos difícil de acreditar que fosse possível em um ambiente tão estressante como esse, onde os horários das refeições sofriam alterações com certa constância, ao sabor dos períodos das competições programados para o local.

E foi nesse ambiente que vivenciamos de forma totalmente inusitada as notícias sobre o salto espetacular, o recorde estraçalhado, o nado perfeito, os gols decisivos. Nosso QG ficava onde foi montada uma esplêndida corredeira para as competições de canoagem e a pista de BMX (competição com bicicletas incrivelmente ágeis disputada em pista sinuosa e eletrizante, ao som de música alta e alto-falantes que descreviam a todo o momento a queda espetacular, a ultrapassagem impossível, a vitória surpreendente).

Sim, hoje teremos ossobuco e peito de frango grelhado como pratos principais“O ciclista colombiano acaba de fazer bonito e levantar sua enorme torcida com manobras de campeão”. - Não nos esqueçamos do saboroso cheesecake de frutas vermelhas que será servido como sobremesa... . “O atleta Pedro da Silva, 23 anos, ficou em 6º na canoagem slalom, e conquistou resultado inédito para o país!”

cozinha se alvoroçava todos os dias cerca de duas horas antes do horário previsto para que o almoço fosse serviço. “O camarão depois de salteado irá direto para o forno?”- perguntavam os chefs brasileiros. “Onde está a pimenta para o molho?” – indagava o chef estrangeiro, ao que eu, imediatamente, repassava a indagação ao pessoal responsável pelo estoque de alimentos.

E nessa atmosfera de saudável estresse e trabalho em equipe o tecido da boa convivência foi sendo costurado entre todos do time; a ponto de, bem antes do término do certame, já começarmos a indagar a respeito de como seria ao final dos jogos. Era uma espécie de sofrimento antecipado, por conta de uma separação que, muitos de nós, víamos com lágrimas contidas. Mesmo o chef inglês se apegou à equipe, que não se cansava de indagá-lo a respeito de assuntos que, muitas vezes, extrapolavam o âmbito profissional e adentravam o terreno do particular. “Onde você mora na Inglaterra?”, “Tem carro? Namorada?”. E lá estava eu como uma espécie de elo necessário para que todas essas curiosidades fossem saciadas. “Sabiam que a equipe feminina de vôlei ganhou ontem e segue a caminho da medalha?” – perguntava o ajudante de cozinha.



Em determinado ponto, já com relativa proximidade com o chef inglês, em um raro momento de tranquilidade na cozinha, fui indagado por ele a respeito de meu sentimento com relação aos Jogos Olímpicos sendo realizados em meu país num momento notoriamente tido como difícil, quer no âmbito social, político ou econômico. Não pude deixar de externar minha preocupação com relação aos gastos com os Jogos em momento tão delicado para o país, vivendo, mesmo que por breve momento, em um ambiente próspero, de alta tecnologia, uma ilha de qualidade e prosperidade bem no coração da zona oeste do Rio de Janeiro. Vi em seus olhos o respeito por minhas preocupações e a confiança adquirida, entendendo que, embora eu estivesse obtendo a vantagem do ganho cultural e monetário com aquele trabalho, eu também tinha a visão pragmática de que estava vivendo por um tempo em uma redoma de excelência. Só por um momento...

As últimas medalhas estavam sendo distribuídas e a tristeza ia tomando conta da Cozinha 99 (essa era nossa denominação oficial), com a proximidade do fim deste belo sonho olímpico.
Fiz amizades extraordinárias e mesmo impensáveis em outros períodos de minha vida. Aprendi de forma consistente, in loco, o que é ser companheiro, dividir tristezas e muitas alegrias. Dar boas e saborosas gargalhadas. Mesmo o gelo britânico, na pessoa do nosso chef internacional, foi quebrado através da troca de lembranças e presentes, de abraços, e de promessas de contato. Em um momento de folga para ambos, assisti às semifinais e finais do BMX com o agora amigo inglês, bebendo uma cerveja nem tão gelada, sob o sol brilhante, na área VIP (graças a poderosos crachás que davam direito ao livre trânsito do pessoal técnico), e um ar de missão cumprida... e tristeza.

O que eles estão dizendo?” – me perguntava o chef Tony, à mesa do almoço.  “Dan, vou te levar para trabalhar como barman em meu restaurante na Inglaterra”, viajava meu amigo britânico. “Os Estados Unidos faturam as Olimpíadas com o total de 121 medalhas”.

Foram apenas 20 dias, que deixaram marcas profundas em todos nós. Difícil esquecer as saborosas brincadeiras na cozinha, as danças insinuantes da Brenda, as dicas preciosas que colhi junto aos quatro chefs (Bruno, Didi, Alex e Tony), que muitas vezes me deram informações fantásticas. Como não se lembrar de Mário, sempre zen (para nós, Super Mário, por conta da semelhança com o personagem de videogame), que parecia jamais errar em suas funções no estoque? Do olhar singelo e voz mansa de Gabrielle? “A medalha de ouro no tênis ficou com o britânico Andy Murray, repetindo o feito das Olimpíadas de Londres”.

Como esquecer a competência de Shally, Rose e Helena? O que dizer da preocupação constante da nutricionista Raquel com aquilo que seria servido aos estrangeiros? Como medir a amizade forjada a sangue com Moses?! Existe ironia mais deliciosa que a de José e as suas gargalhadas?

[Imagem do autor]


O melhor das Olimpíadas não estava lá fora, mas dentro das paredes da Cozinha 99, medalha de ouro em diversidade, persistência e companheirismo. Diversidade, pois éramos tão diferentes quanto a noite e o dia. Persistência, porque as condições desfavoráveis do país levavam a crer que essa empreitada poderia naufragar no mar de impossibilidades que cada um de nós, inconscientemente, levou para o local de trabalho. E companheirismo, por conta dos resultados extraordinários obtidos pela conjunção de fatores que reuniram, em um só local, pessoas que passaram a se conhecer apenas com a troca de olhares! 

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Vilões de Stars Wars - Uma Outra Força!

É muito fácil dizer que o “mocinho” é a alma do negócio, em se tratando de cinema. Mas, o que seria de uma série de sucesso como Star Wars sem seus vilões impressionantes?

Emblemático Darth Vader [Fonte: IGN Brasil]


São muitos, que lançavam mão do lado negro da força, ou que faziam de tudo para atrapalhar a vida dos intrépidos Jedis, os heróis da trama. A cada episódio da saga criada por George Lucas, ficamos contando as horas para o lançamento de um novo descortinar da batalha intergalática que vem arrastando literalmente milhões de fãs em todo o mundo por muitas décadas.

A seguir, vamos listar alguns desses vilões que infernizaram de alguma forma o equilíbrio da força na “galáxia muito distante”.

Darth Sidious – Durante muito tempo ficou disfarçado na pele do político burocrata Palpatine. Nesse período, arquitetou e construiu o império intergalático com o intuito de subjugar e destruir qualquer sombra de bondade no universo. Representante da seita Sith (a versão obscura dos Jedi), foi responsável pala morte de muitos cavaleiros Jedis até encontrar seu fim em “O Retorno de Jedi” pelas mãos de seu maior pupilo, Darth Vader.


Darth Vader – Desdobramento de Anakin Skywalker, após ser devidamente influenciado por Palpatine para mudar de lado e abandonar o manto Jedi, corroído pela morte da esposa no episódio “A vingança dos Sith”. Vader é o vilão emblemático da saga e maior perseguidor dos Jedis. Temido por seus poderes e adorado pelos fãs das trilogias. Encontra o seu fim justamente ao salvar seu filho, Luke, em “O retorno de Jedi”, destruindo o imperador.

Darth Tyranus ou Conde Dukan [Fonte: In a Far Away Galaxy]


Darth Tyranus – Aliás, Conde Dukan, um ex-Jedi que passa para o lado negro sob influência de seu mentor Darth Sidious. Tem o azar de encontrar pela frente Anakin Skywalker em sua ascensão ao lado negro da força. Morre decapitado por este em “A vingança dos Sith”.

Grand Moff Tarkin [Fonte: Science Fiction]


Grand Moff Tarkin – General que participou ativamente na perseguição aos rebeldes a partir de “Uma nova esperança”. Era superior a Vader até sucumbir com a destruição da primeira estrela da morte, satélite bélico artificial do império galático.

Boba Fett [Fonte: Photopin]


Boba Fett – Filho de Jango Fett, assim como o pai, caçador de recompensas implacável que deu muito trabalho aos rebeldes. Encontra seu fim no deserto de Tatooine em “O retorno de Jedi” pelas mãos de Luke Skywalker.

Darth Maul – Sith poderoso e aprendiz de Darth Sidious, foi o responsável pela morte do Jedi Qui-Gon Jinn, o que enfureceu o então aprendiz Obi-Wan Kenobi, sendo morto por este.

Fora esses, existem inúmeros outros que aparecem nas trilogias do cinema, como Jabba the Hutt, Kylo Ren, General Grievous e Nute Gunray.


O universo jamais terá graça se não houver as duas forças em combate. Com ou sem a força, a saga de Star Wars promete ainda muitos vilões nos próximos episódios!

Detalhe importante: a saga tem se desdobrado a cada ano, apresentando histórias paralelas e afins.

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Naturismo, turismo & vida saudável

  Olá, amigos do “Hortas, Culturas & Quintais”. Vamos hoje abordar um setor do turismo em expansão, mais especificamente ligado a um mod...